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Apreciações Musicais - ESC 2018: França

por abril 26, 2018


Madame Monsieur - "Mercy"



André Sousa: Uma das minhas grandes favoritas deste ano. Com um instrumental distinto e simples, a composição aposta na mensagem e na voz despida da intérprete. Algo que cria uma simbiose capaz de colocar a França num dos lugares cimeiros da edição de 2018 da Eurovisão.

Andreia Valente: França tem sempre um tom extremamente francês. “Mercy” tem um instrumental subtil que só serve para realçar a voz e a intenção. É perfeito. 

Catarina Gouveia: Eu sinto-me grata por ser eurofã e por ter direito a conhecer uma perfeição como “Mercy”. É uma canção tão simples que me faz sentir tanta coisa. 

Daniel Fidalgo: Um mid-tempo bastante agradável de se ouvir e que vai crescendo ao longo da canção. Talvez um pouco mais de dinâmica poderia tornar o instrumental mais cativante, mas o resultado final da canção não fica, de todo, comprometido. É daqueles temas retrospetivos, com bastante conteúdo. 

Diogo Canudo: “Mercy” tem um instrumental peculiar que consegue ficar no ouvido e que ao mesmo tempo consegue mostrar que pode haver diferenças numa música pop como esta. No entanto, não acredito que consiga fazer muito pelo resultado final deste país na Eurovisão.

Elizabete Cruz: Este é um instrumental que facilmente esconde o sentimento triste da música, o que o torna interessante. Não tem a intenção de deprimir, antes pelo contrário, passa a mensagem sem ser de uma maneira pesada. É uma música bastante agradável que facilmente fica no ouvido.

Jessica Mendes: É uma música bonita e que se ouve bem mas não consigo perceber o hype. Acho o fim demasiado forçado e não percebo o que é que este acrescenta à música. Quanto mais a oiço mais desinteressante fica.

João Vermelho: Adoro! Talvez o instrumental que mais me agrada este ano, um instrumental calmo mais ao mesmo tempo mexido e moderno.

Neuza Ferreira: Adoro esta sonoridade moderna. Penso que é um intrumental capaz de prender os ouvintes.

Patrícia Leite: Um instrumental muito marcado pelo piano no início. Conforme o instrumental vai progredindo, a batida vai ficando mais forte. Possui alguns traços que fazem lembrar músicas dos anos 80. 

Pedro Anselmo: França com um instrumental simples e moderno e de sonoridade diferente. Mais uma das melhores canções deste festival.

Pedro Lopes: Não é dos mais fortes, mas também não se pede nem se precisa disso. O que se construir é mais que suficiente para criar uma excelente música, a meu ver.

Tiago Lopes: O instrumental talvez seja o ponto menos forte desta proposta. Uma batida pop, com alguns efeitos que lhe dão uma característica especial, ainda assim fica no ouvido.





André Sousa: Não se pode pedir mais. A música encaixa na perfeição na voz da intérprete. A sua voz peculiar e a forma como interpreta o tema, torna-se numa mais-valia no resultado final. 

Andreia Valente: A voz mais perfeita do ano é a da Émilie. Não existe absolutamente nada a apontar.

Catarina Gouveia: A Émilie tem uma voz tão especial. É, sem dúvida, uma das minhas vozes favoritas este ano por ser tão perfeita e transmitir fragilidade ao mesmo tempo. Eu derreto.

Daniel Fidalgo: Não tendo propriamente um vozeirão, a vocalista dos Madame Monsieur sabe exatamente como utilizar a sua bela voz e tornar “Mercy” num tema bastante agradável ao ouvido. Bom controlo vocal e boa técnica. É possível sentir-se parte da mensagem da canção através da voz e do modo como a canção é interpretada. 

Diogo Canudo: A vocalista é suficientemente capaz de interpretar esta música sem falhas. Apresenta uma voz requintada e sofisticada, que chega a dar uma outra cor a “Mercy”. Eu gosto.

Elizabete Cruz: Nada a apontar. Apesar de não entendermos o que está a ser cantado, facilmente pelo tom de voz percebemos que é algo profundo e emocional, o que é importante neste caso, já que a letra não é em inglês.

Jessica Mendes: Ela tem uma voz lindíssima e muito controlada nos agudos. Os graves nem sempre são perfeitos mas nada que comprometa.

João Vermelho: Adoro a voz da Émilie, calma e perfeita para esta música.

Neuza Ferreira: A voz de Émilie é fenomenal: bastante limpa e clara. Dá imenso gosto ouvi-la cantar.

Patrícia Leite: Uma voz muito segura. O seu tom grave faz lembrar como se ela estivesse a sussurrar para alguém, porém no refrão ela mostra aquilo de que é capaz e a sua voz explode. 

Pedro Anselmo: Uma voz muito suave e que transmite bastante emoção.

Pedro Lopes: Um timbre tão característico por parte da Émilie, que marca a canção e que lhe dá um toque muito especial! 

Tiago Lopes: Não sendo uma voz excelente, Émilie preenche bem este tema.


André Sousa: Espero algo cúmplice, despido de muito efeitos visuais e focado em bons planos de imagem. 

Andreia Valente: Se a França quer entrar no top 10 outra vez (ou mesmo no top 5) terá de pensar seriamente no seu staging. Só espero que não tenham receio de contarem uma história visual que acompanhe a temática da canção. 

Catarina Gouveia: Em primeiro lugar, alguma vez viram casal mais perfeito? Quanto ao staging, não sei de que maneira poderão passar a temática de “Mercy” para o palco, mas é algo que me anda a intrigar. 

Daniel Fidalgo: Aqui tudo irá depender do trabalho de câmaras e do jogo de luzes. Confesso que este foi o aspeto menos positivo na final nacional francesa Destination Eurovision. Espero que haja uma grande mudança para a Eurovisão em Lisboa. Relativamente à postura dos membros do duo não há muito a alterar. 

Diogo Canudo: Gosto imenso da imagem que os artistas têm e da atitude deles em palco. Penso que não haja muito mais que possa ser trabalhado. Um melhor jogo de câmaras e um bom cenário é suficiente.

Elizabete Cruz: A verdade é que não se passa muito em palco, para além das presença relaxada dos dois elementos do duo. A prova de que não é preciso muito teatro para criar uma conexão com o público.

Jessica Mendes: É o ponto fraco da música e não vejo como possa ser melhorado. As roupas são muito más e o Monsieur não acrescenta nada à atuação. Por mim era só Madame.

João Vermelho: Esta música não vai precisar de nada complexo, só por si já funciona muito bem e não necessita de grandes adereços, acho que a simplicidade encaixa bem nesta canção.

Neuza Ferreira: De certeza que o duo vai apostar numa performance simples, mas ao mesmo tempo cativante. Isso é bom.

Patrícia Leite: Uma atuação muito segura, no entanto, não usam muito o palco. Ainda não sei como serão usadas as luzes no grande palco, em Lisboa, mas espero que haja pouca luz no início e poucas mais durante o refrão. É uma atuação que não precisa de muito para ser bonita. 

Pedro Anselmo: Uma actuação simples como na final nacional seria o ideal. O que importa é passar a mensagem e tudo o que distraia disso é prejudicial.

Pedro Lopes: Acho que podem construir um pouco melhor a atuação em palco. Apesar de a música não ser sobre isso, não me importava de sentir um pouco mais de cumplicidade entre os intérpretes. Mas eu quero participar naquele ‘levantar de braço’ cá em Lisboa!

Tiago Lopes: Não espero nada de muito elaborado nesta performance, sendo que a dupla Madame Monsieur funciona muito bem mesmo que quase não haja interação entre os dois. Mas que se mantenha a interatividade com o público.


André Sousa: Uma letra com bastante significado e com toda a legitimidade para ser cantada nos dias de hoje, quer pelo que se assiste no mundo social, quer pelas diferenças entre povos, religiões, estilos de vida. 

Andreia Valente: Nem sei o que dizer sobre a letra de “Mercy”. É uma letra humanitária do mais inteligente que já vi. O uso de “Mercy” é também muito inteligente, dado que todo o mundo vai pensar que é “Merci” – a palavra francesa mais famosa.

Catarina Gouveia: That’s how you write a song, literalmente. É a melhor letra do ano. Não só por tocar num assunto tão atual e importante, mas sobretudo pela forma inteligentíssima como o abordaram. Não é uma chamada de atenção banal à questão dos refugiados, é uma celebração da vida. 

Daniel Fidalgo: A mensagem desta canção é bastante profunda. Cada vez mais a Eurovisão se tem tornado num espaço com abertura para vários assuntos que envolvem a Europa e o resto do mundo, como a crise dos refugiados. “Mercy” retrata um nascimento ocorrido no meio do mar de uma senhora que teve que abandonar a sua terra mãe e deslocar-se para o desconhecido. O bebé terá sido batizado com o nome Mercy. Para além da mensagem poderosa, a canção é cantada em francês, o que torna tudo ainda mais cativante. 

Diogo Canudo: A melhor letra da Eurovisão, a par com a de Israel e a da Itália. Uma letra introspetiva, filosófica, que faz com que cada um pense na hipocrisia e na mediocridade de sociedade que vivemos atualmente.

Elizabete Cruz: A França traz também uma letra humanitária, desta vez a chamar a atenção para os refugiados. Mas é uma letra inteligente, não uma letra feita em cima do joelho só para comprar votos. 

Jessica Mendes: Esta música chamou-me a atenção assim que saíram os snippets precisamente por causa da história. O problema é ser demasiado repetitiva e servir-se de um francês básico que até eu, que sou péssima a francês, percebo. Talvez tenha sido propositado para que pessoas como eu entendessem do que se fala, mas falta-me o encanto que esta história pedia.

João Vermelho: Mais uma canção com uma mensagem importante, e para mim uma das letras mais geniais deste ano, a construção do poema é de tirar o chapéu!

Neuza Ferreira: É impossível ficar indiferente à mensagem que os Madame Monsieur querem passar com esta letra. É uma letra para que as pessoas abram os olhos. Extraordinária e brilhante.

Patrícia Leite: Trata-se de uma letra muito forte e muito atual, principalmente nos países da zona do Mediterrâneo. Fala da crise de refugiados. Nesta letra, a intérprete conta a história de uma refugiada e do que ela passou para escapar à guerra. 

Pedro Anselmo: Chama a atenção do problema dos refugiados, que se aventuram pelo mar em busca de fugir da guerra, acerca de uma menina que nasceu no mar, entre muitas crianças que, infelizmente, ficaram lá.

Pedro Lopes: Das mais bonitas letras que vamos ter na competição deste ano. Uma chamada de atenção, envolta num conto, numa história, capaz de nos por a refletir sobre o que se diz, ao mesmo tempo que, no final, nos deixa de sorriso no rosto.

Tiago Lopes: “Mercy” é talvez a composição com o tema mais atual e com a mensagem mais forte. Apesar de ser em francês e nem toda a europa perceba o que é dito, a letra consegue ser catchy.


André Sousa: Acredito num top 5 para a França. 

Andreia Valente: Tanto vejo a França a ganhar (seria maravilhoso) como vejo a França a ficar fora do top 10. É uma incógnita. 

Catarina Gouveia: Top 10 no mínimo, por favor. Não é algo em que acredite, mas é algo pelo qual imploro.

Daniel Fidalgo: A maioria incógnita desta edição da Eurovisão. Tudo vai depender da apresentação em palco. Tanto imagino “Mercy” a desiludir e a ficar no bottom 5, como imagino França no top 10, ou até mesmo vencer o certame.

Diogo Canudo: É uma incógnita, eu gostava de ver a França um pouco mais para cima.

Elizabete Cruz: Não acho que “Mercy” vá chamar muito a atenção...

Jessica Mendes: Vai acabar num lugar mediano. 

João Vermelho: Arrisco num top 5, mas vai ser difícil.

Neuza Ferreira: Fica entre as 15 melhores canções.

Patrícia Leite: Certamente entre o top 10 e o top 15.

Pedro Anselmo: Espero um top 10 para a França este ano.

Pedro Lopes: De volta ao top 10, oui?

Tiago Lopes: Top 10 com toda a certeza.





André Sousa: 8 pontos.

Andreia Valente: 12 pontos.

Catarina Gouveia: 12 pontos.

Daniel Fidalgo: 12 pontos.

Diogo Canudo: 3 pontos.

Elizabete Cruz: 5 pontos.

Jessica Mendes: 6 pontos.

João Vermelho: 10 pontos.

Neuza Ferreira: 10 pontos.

Patrícia Leite: 8 pontos.

Pedro Anselmo: 10 pontos.

Pedro Lopes: 10 pontos.

Tiago Lopes: 8 pontos.

Total: 114 pontos


André Sousa: Um exemplo claro que a música pode ser um bom aliado da paz, ou da busca da mesma.

Andreia Valente: Sou autorizada a usar golas altas ou tenho de ter um CC francês?

Catarina Gouveia: Onde me inscrevo para me tornar filha deles?

Daniel Fidalgo: Opa canção fora de série, mas mudem o nome do duo, por favor. 

Diogo Canudo: Je m’apelle últimos lugares da Eurovisão. Et toi?

Elizabete Cruz: Mesmo que o resultado não seja excelente, esta é uma música para se sentir orgulhoso!

Jessica Mendes: Só a mim é que me faz confusão que se leia “Mercy” como “merci”?

João Vermelho: Merci, France! Merci!

Neuza Ferreira: Hashtag je m’appelle Mercy.

Patrícia Leite: Merci, França, por não alterares o refrão para inglês!

Pedro Anselmo: Merci, Madame Monsieur!

Pedro Lopes: Merci, muito obrigado, "Mercy", por seres assim! <3

Tiago Lopes: Obrigado. França, por esta mensagem.


1.º Estónia - 144 pontos; 2.º Finlândia - 117 pontos; 3.º Bélgica - 115 pontos;  4.º França - 114 pontos; 5.º Israel - 112 pontos; 6.º Ucrânia - 110 pontos; 7.º Alemanha - 109 pontos; 8.º Áustria - 107 pontos; 9.º Dinamarca - 106 pontos; 10.º Bulgária - 105 pontos; 11.º Grécia - 103 pontos; 12.º Arménia - 100 pontos; 13.º Suécia - 91 pontos; 14.º Holanda - 88 pontos; 15.º República Checa - 86 pontos; 16.º Suíça - 83 pontos; 17.º Austrália - 82 pontos; 18.º Hungria - 81 pontos; 19.º Noruega - 79 pontos; 20.º Lituânia - 77 pontos; 21.º Albânia - 76 pontos; 22.º Chipre - 75 pontos; 23.º Letónia - 75 pontos; 24.º Espanha - 73 pontos; 25.º Montenegro - 73 pontos; 26.º Macedónia - 70 pontos; 27.º Azerbaijão - 69 pontos; 28.º Sérvia - 68 pontos; 29.º Croácia - 66 pontos; 30.º Roménia - 65 pontos; 31.º Irlanda - 61 pontos; 32.º Polónia - 61 pontos; 33.º Malta - 60 pontos; 34.º Eslovénia - 57 pontos; 35 Rússia - 56 pontos; 36.º Geórgia - 49 pontos; 37.º Bielorrússia - 48 pontos; 38.º Moldávia - 43 pontos; 39.º São Marino - 42 pontos; 40 Islândia - 31 pontos. 

Vídeo: Eurovision Song Contest

[Entrevista a Lea Sirk]: "posso dizer não a tudo o que parece falso nesse mundo"

por abril 26, 2018

VERSÃO EM PORTUGUÊS


Lea Sirk vai representar a Eslovénia no Festival Eurovisão da Canção em Lisboa com a canção "Hvala, Ne". A cantora aceitou responder a algumas perguntas feitas por nós, que agora trazemos em exclusivo para si.

Crónicas de Eurofestivais (CE): Como começou a tua carreira musical?

Lea Sirk (LS): Comecei a minha formação musical com cinco anos. Participei em várias competições nacionais e internacionais e acabei o secundário cedo, com boas notas, enquanto estudava flauta.
Estudei no conservatório de música de Geneva, toquei em várias orquestras e participei em diferentes seminários por toda a Europa. Também acabei o meu mestrado dois anos depois em Artes com especiação em performance musical. 
Durante os meus estudos também me estabeleci enquanto cantora, uma vez que cantar sempre foi uma grande paixão.Comecei a participar regularmente em vários festivais como o EMA, a seleção nacional eslovena para o Eurovision Song Contest (2009, 2010). 
Enquanto corista, já participei duas vezes na Eurovisão, nomeadamente em 2014 em Copenhaga com a Tinkara Kovač e em 2016 em Estocolmo com a ManuElla. 
Trabalho também em estúdio e faço arranjos e atuei em grandes palcos e gravei com imensos artistas eslovenos.

CE: Quem é a tua inspiração musical?

LS: Oiço muitos tipos e estilos de música diferentes. Adoro qualquer tipo de música que ache boa e, quando escrevo, tento fazer o meu melhor para escrever algo assim. Nos últimos anos a Sia é definitivamente quem chamaria de ídolo :)

CE: Como começou a tua aventura na Eurovisão?

LS: "Hvala, ne!" foi gravada para o meu próximo álbum e foi enviada para o EMA apenas para a dar a conhecer ao público esloveno por isso tudo isto foi muito inesperado.





CE: Qual é a história da música "Hvala, Ne" e como é que ela nasceu?

LS: Tomy DeClerque e eu escrevemos a música. É sobre os momentos em que me encontro numa espécie de espaço falso, num mundo virtual. Do meu ponto de vista, há coisas a que posso dizer não. Posso dizer não a tudo o que parece falso nesse mundo, seja às máscaras que as pessoas usam, às pessoas falsas, à manipulação dos media e tudo o resto.

CE: Como te sentes ao representar a Eslovénia na Eurovisão 2018? 

LS: É fantástico :-) Os Eslovenos já me conhecem bem por isso sabem que vou aproveitar o momento e vou para a Eurovisão sem sentir a pressão.

CE: Costumas seguir a Eurovisão? O que achas do concurso? Tens alguma música favorita?

LS: Sou fã da Eurovisão e sei muitas das músicas. Também tive a sorte de fazer parte do evento duas vezes. Fui corista para a Tinkara Kovač (2014) e para a ManuElla (2016). Se tivesse de escolher as minhas preferidas de todos os tempos... "Calm After the Storm" dos The Common Linnets e "Birds" da Anouk. As duas da Holanda!

CE: Podemos esperar alguma surpresa ou novidade na actuação?

LS: Vamos fazer alguns retoques aqui e ali, talvez fazer alguns ajustes, mas o conceito que apresentámos na final nacional será basicamente o mesmo - manteremos tudo puro e espontâneo. Os bailarinos continuarão lá comigo claro, tal como as minhas coristas off-stage e é isso. Quero manter as coisas simples. 

CE: Este ano a Eurovisão será realizada na cidade de Lisboa. O que esperas desta cidade?

LS: Estive em Lisboa recentemente. Estive a gravar o meu postcard na Horta e antes e depois disso estive em Lisboa algumas horas. Fiquei encantada... Amei a cidade e mal posso esperar para voltar e explorar mais um pouco. 

CE: Além de ganhar a Eurovisão, qual é o teu maior sonho neste momento?

LS: Dar um grande concerto no estrangeiro.


CE: Nomeia 5 das tuas coisas favoritas (comida, tv, filmes).

LS: Música, dança, família, computador, limpeza.

CE: Quais os teus projectos futuros?

LS: Vou finalizar o meu segundo álbum e tenho vários concertos. E também continuar a ser uma pessoa positiva :)

CE: Queres deixar alguma mensagem aos nosso leitores ou aos portugueses em geral? 

LS: Caros fãs, por favor mantenham os corações abertos e não julguem os músicos e performers –  aproveitem apenas o que eles criaram. E importante... Na vida, sintam-se à vontade para dizer NÃO quando não gostarem de algo ou não quiserem fazer alguma coisa com a qual não estejam totalmente confortáveis.

Ouça "Hvala, Ne":


Fotos: Ana Gregorič, Lea Sirk, eurovision addict/ Vídeo: Eurovision Song Contest

ENGLISH VERSION


Lea Sirk is going to represent Slovenia in the Eurovision Song Contest in Lisbon, with the song "Hvala, Ne". She accepted to answer some questions made by us and now we bring them as an exclusive to you.

Crónicas de Eurofestivais (CE): How did your musical career begin?

Lea Sirk (LS): I started my musical education at the age of five. I participated at numerous national and international competitions and finished my secondary school early, with flying colours, while studying the concert flute. 
I studied at the Conservatory of Music in Geneva and had played in various orchestras and participated in different seminars across Europe. I also finished my master studies with honours two years later and became a Master of Arts in Specialised Music Performance. 
During my studies I also established myself as a singer, as singing has always been great passion of my. I began participating regularly at various festivals, as well as EMA, the Slovenian national selection for the Eurovision Song Contest (2009, 2010). 
As a backing vocalist, I already performed twice at the Eurovision Song Contest, namely in 2014 in Copenhagen with Tinkara Kovač, and in 2016 in Stockholm with ManuElla. 
I am also a studio musician and music arranger and had performed on numerous grand stages and recorded with numerous Slovene musicians.

CE: Who is your musical inspiration?

LS: I listen to lots of different types and styles of music. I just adore any music which I think sounds good and when I write, I try and do my best to write something like that. I would say that definitely in the last few years, Sia would be who I would call my idol :)

CE: How did your Eurovision adventure start?

LS: Hvala, ne! was actually recorded for my forthcoming album and was submitted for EMA just with the aim of introducing it to the Slovenian public, so it was really unexpected.


CE: What’s the story of the song "Hvala, Ne" and how was the song born?




LS: Tomy DeClerque and I wrote and produced the song. It’s about when I find myself in that kind of fake, virtual world. From my point of view, there are things which I can say no to. I can say no to anything that seems to be fake in that world, whether it be the masks that people hide behind, fake people, manipulation by the system or the media and anything else like that. 

CE: How do you feel about representing Slovenia at the Eurovision 2018?

LS: It feels great. :-) The Slovenian people already know me pretty well, so, they know that I’m going to enjoy it and go there without being under pressure.

CE: Do you usually follow the Eurovision? What do you think of the contest? Do you have any favourite songs?

LS: I am a Eurovision fan and I know a lot of songs from it. I am also very lucky to be part of this great event two times already. I was singing backing vocals at Eurovision for Tinkara Kovač (2014) and ManuElla (2016). Uf, If I had to choose the most favourite song of all … The Common Linnets’ Calm After the Storm and Anouk’s Birds. Both from the Netherlands!

CE: Can we expect any surprise from your performance?

LS: We are going to make a few tweaks here and there, maybe do some fine-tuning, but the concept that we presented at the National Final will essentially be the same – we’ll keep it pure and spontaneous. The dancers will still be there with me of course, as well as my backing singer off-stage and that’s it. I want to keep it simple. So, simple is the order of the day!

CE: This year the Eurovision will be held in the Lisbon. Are you looking forward to this city?

LS: I was in Lisbon recently. I was filming Eurovision postcard in Horta and before and after the shooting, I was in Lisbon for a few hours. I was amazed by it. I loved the city and looking forward to go there again and explore it a bit more.

CE: Besides winning Eurovision, what’s your biggest dream at the moment?

LS: Having a big concert in abroad.


CE: Name 5 of your favourite things (food, tv, movies)

LS: Music, dance, family, computer, cleaning.

CE: Do you have future projects coming?

LS: I’ll be finishing off my second album and have quite a few concerts coming up. Also, to stay a positive person. :)

CE: Do you want to say something to our readers and general portuguese fans?

LS: Dear Fans, please open your hearts, feel the music and don’t judge the musicians and performers – just enjoy whatever they have created. And importantly... in life, feel free to say NO when you don’t like something or don’t want to do something that you aren’t entirely comfortable with. 

Listen to "Hvala, Ne":


Photos: Ana Gregorič, Lea Sirk, eurovision addict/ Video: Eurovision Song Contest
Com tecnologia do Blogger.