Apreciações Musicais - ESC 2017: Austrália



ISAIAH - "DON'T COME EASY"



André Sousa: Sinceramente não sei o que dizer. Não desgosto de todo o instrumental mas esperava algo melhor vindo da Austrália. Com uma melodia bastante agradável ao ouvido, esta canção torna-se em “mais uma” que não deixa grande marca. 

Andreia Valente: O pop da Austrália tem um som muito próprio mas “Don’t Come Easy” tem uma sonoridade do pop mainstream americano: uma batida subtil mas perfeitamente enquadrada, substituição de instrumentos por harmonias vocais e um toque de sintetizadores. Conseguiria ver o Sam Smith a cantar esta canção, o que significa que vai ser um sucesso na rádio internacional, até mesmo chegar além-atlântico. 

Catarina Gouveia: Concordando ou não com a participação da Austrália na Eurovisão, temos de admitir que até agora nunca tiveram nenhuma proposta má. “Don’t Come Easy” não é nenhuma obra-prima, mas é uma aposta inteligente, sendo um tema que tem pouca margem para falhar no festival. 

Daniel Fidalgo: Uma balada pop sem grandes exuberâncias. É simples e torna o tema mais forte. No entanto, acho o mais fraco do que os apresentados pela Austrália até este ano. Por conseguinte, já está muito ouvido este género.

Diogo Canudo: “Don’t Come Easy” é uma balada genérica, que, a meu ver, não acrescenta nada demais ao concurso. O instrumental poderia aumentar de intensidade no final, e nem isso acontece. Uma autêntica desilusão.

Elizabete Cruz: Não sendo mau, é demasiado banal, sinto até que a música não vai a lado nenhum. No meio de tantas baladas não é muito diferente das outras.

Jessica Mendes: É uma balada perfeitamente normal sem nada que se destaque ou que nos fique na cabeça. A mais fraca das propostas australianas.

Joana Raimundo: Cresce em nós. No inicio é do género: “Ah, mais uma balada!”, no fim, até que é possível estar a bater com os pés ao ritmo da música.

Neuza Ferreira: É um instrumental que se consegue diferenciar das outras baladas. É bastante atual e fácil de gostar.


André Sousa: Para alguém tão jovem não desgosto. Contudo, é um tema que joga pela segurança e que não exige uma grande interpretação. 

Andreia Valente: Isaiah, 17 anos, tem uma voz incrível! Um controlo excelente e uma expressividade muito rara que definitivamente não pertence ao corpo de um rapaz de 17 anos. Vamos ouvir falar deste intérprete no futuro quando, depois de 17 anos de existência, dominar a rádio internacional. Já disse que Isaiah tem 17 anos? 

Catarina Gouveia: Talvez o parâmetro mais forte nesta canção. É um timbre que faz com que comecemos a gostar de qualquer música, por mais fraca que possa ser. Isaiah tem apenas 17 anos e um talento incrível.

Daniel Fidalgo: Incrível. Das melhores vozes desta edição. Um jovem talento. 

Diogo Canudo: Para os 17 anos do cantor, a voz não está nada má. Acredito, também, que não é uma música muito exigente a nível vocal.

Elizabete Cruz: Admito que não esperava que este rapaz tivesse isto tudo de voz. De qualquer forma a música é tão linear que duvido que ao vivo isto possa correr mal.

Jessica Mendes: Ele tem uma excelente voz e um timbre lindíssimo. É neste ponto que a música ganha algum interesse, no entanto gostava de ter visto a sua voz aproveitada noutro género de música, talvez uma melodia mais simples baseada numa guitarra.

Joana Raimundo: Tenho tantas esperanças neste rapaz. Espero que ele arrase nas partes mais altas da música, vindo da Austrália, acredito que a voz não falhe. Eles estão cá para ganhar. 

Neuza Ferreira: Tem uma voz extraordinária e muito bonita. Das melhores que a Austrália já enviou.


André Sousa: Desconheço como será a sua performance. Mas também não poderei esperar muita coisa em palco com este tema. Defendo que deva apostar na simplicidade. 

Andreia Valente: Este rapaz nasceu para estar em cima dos palcos. No entanto, sem parecer desconfortável, ainda não tem agilidade de apresentação. Tudo dependerá do que a equipa da Austrália decidir acompanhá-lo no palco de Kiev.

Catarina Gouveia: Isaiah venceu o X Factor da Austrália. É fantástico em palco. Não precisa certamente de elementos que distraiam o público da simplicidade da canção e da beleza da sua voz. 

Daniel Fidalgo: Com certeza, a voz de Isaiah encherá o palco eurovisivo. E nada mais será preciso.

Diogo Canudo: Desconheço como é Isaiah em palco a interpretar esta canção. Espero que traga algo minimalista mas com imenso impacto. Só assim poderá sobressair num ano cheio de baladas.

Elizabete Cruz: Gostei do que a Austrália fez em palco em 2015, não gostei de 2016... então sinceramente não sei o que esperar daqui. 

Jessica Mendes: No ano passado houve um cubo em palco, este ano proponho um cilindro com o cantor de pé a tentar equilibrar-se. 

Joana Raimundo: Esta atuação pede mais do que apenas Isaiah sozinho em palco, pelo videoclip, foi muito centrado nele, mas, se ficar por aí… Desilusão.

Neuza Ferreira: Que haja um piano em palco. Teria tudo para resultar.  Espero que não estraguem um bom tema com uma má presença.


André Sousa: Este é o ponto forte de toda a composição. Sem ter uma letra muito intensa, fala de amor e de medos – o que faz com que muita gente se identifique com o que ali é passado. Bom trabalho nesta parte. 

Andreia Valente: A letra de “Don’t Come Easy” não é um cliché de romance e não é um cliché sobre paz. Portanto, o mérito já lá está. Apresenta uma conversa sobre a dificuldade de ultrapassar desgostos passados e é uma letra que acompanha perfeitamente o instrumental. 

Catarina Gouveia: Ao mesmo tempo que é uma letra destinada a um adolescente, fala de experiências amorosas e de um passado imenso que ele quer apagar. Isso torna-se um bocado confuso e não faz grande sentido. 

Daniel Fidalgo: Uma letra bonita, onde Isaiah diz não ter um coração de pedra, mas saber que o amor não é algo fácil.

Diogo Canudo: Talvez o ponto mais forte desta balada. Apesar de não ser nada de extraordinária, é uma letra de amor, de medos, de voltar ao passado e recear o futuro. Os versos estão muito bem construídos, bem como a construção rimática. Parabéns!

Elizabete Cruz: É provavelmente o que mais gosto nesta proposta. Diferente de tantas outras canções românticas, esta traz uma nova perspetiva do que é estar apaixonado. Mesmo assim, não salva a música. 

Jessica Mendes: Se a música é mais do mesmo, a letra ainda pior. O que “não é fácil” é fazer boas letras na Austrália, não é?

Joana Raimundo: Ai que o amor está a doer tanto nesta Eurovisão, que desgostos que esta gente anda a apanhar.  “Been burned too many times to love easily”, um puto de 17 anos deve mesmo de estar a sentir isto.

Neuza Ferreira: Pode até ser algo banal, mas na voz dele encaixa perfeitamente. Parece algo que nunca foi visto antes.


André Sousa: Dos três anos de participação da Austrália, de certeza que este ano terá o pior lugar. 

Andreia Valente: Só por ser a Austrália, um Top 8 é provável. Por ser uma canção excelente, o Top 8 é merecido.

Catarina Gouveia: Ainda que não acredite que iguale o resultado de Dami Im, deverá ficar dentro do top10.

Daniel Fidalgo: Final e, provavelmente, o terceiro top 10 do país em três edições. 

Diogo Canudo: Com muitas dificuldades poderá chegar ao top10. E se chegar é só porque é a Austrália. 

Elizabete Cruz: Provavelmente fica no top10, mas para mim não é merecedora de tal.

Jessica Mendes: Top 10.

Joana Raimundo: É a Austrália. Só por ser a Austrália vai ficar no top 5. Não que eu queira, mas é uma possível vencedora. 

Neuza Ferreira: Top 5.


André Sousa: 5 pontos.

Andreia Valente: 8 pontos.

Catarina Gouveia: 8 pontos.

Daniel Fidalgo: 6 pontos.

Diogo Canudo: 5 pontos.

Elizabete Cruz: 6 pontos.

Jessica Mendes: 6 pontos.

Joana Raimundo: 6 pontos.

Neuza Ferreira: 10 pontos.

Total: 60 pontos


André Sousa: Esperava mais, muito mais...

Andreia Valente: A música que terá o maior sucesso na rádio internacional. 

Catarina Gouveia: Cantada por outra pessoa não valia nada, mas quanto mais ouço mais gosto!

Daniel Fidalgo: Menino com voz de homem!

Diogo Canudo: Eu sabia que a qualidade da Austrália no concurso era sol de pouca dura…

Elizabete Cruz: Austrália, Austrália... já fizeste melhor!

Jessica Mendes: Com tanto decréscimo de qualidade de ano para ano, qualquer dia trazem uma música que parece que foi feita por um canguru.

Joana Raimundo: Que aborrecimento.

Neuza Ferreira: Australia, you don’t come easy.


1.º Austrália - 60 pontos; 2.º Albânia - 56 pontos.


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